"... no final eu acabei acreditando em uma coisa que eu chamo de
Física da Procura, a força in natura governada por Leis
tão verdadeiras quanto as Leis da Gravidade.
A regra da Física da Procura é mais ou menos assim: se você for corajoso
o bastante para deixar tudo para trás que lhe é familiar e cômodo
que pode ser qualquer coisa desde a sua casa até a amargura
de antigos ressentimentos, planejar uma viagem de busca verdadeira
tanto externa quanto interna, se estiver realmente disposto a considerar
tudo o que acontecer com você como uma pista,
se você aceitar todos que encontrar ao longo deste caminho
como professores e, se estiver preparado, acima de tudo, a enfrentar e
perdoar algumas realidades bem difíceis sobre sí mesmo,
a verdade não será negada a você."
Eu chamo isto de "a busca da realidade". Sempre quis enxergar a realidade das coisas e é muito difícil porque o ser humano só enxerga o que quer ver... tinha muito medo de não conseguir enxergar a realidade dos fatos, me iludir e me machucar... então resolvi ir em busca da realidade e, para tanto, sem saber, por puro instinto,a primeira providência que eu tomei foi mudar de casa... do Jabaquara para a Vila Prudente... de um sobrado de dois quartos, garagem, quintal, terraço e um por-de-sol maravilhoso para um apartamento de 50 metros quadrados... larguei tudo, todo o meu passado, os meus pores-de -sol ao som de Thank You de Led Zeppelin, todo o meu passado, meus vizinhos de longa data e me mudei para um prédio de três andares sem elevador... nem sei onde o sol se põe! Nos mudamos eu e meu filho. Como nenhuma mobília cabia no apartamento, tive que deixar tudo lá... trouxe só o berço de meu filho que na época tinha quatro anos, e os eletrodomésticos... e comecei tudo de novo. A amargura e antigos ressentimentos eu também consegui dissipar através de muita meditação. Os livros de Gasparetto me ajudaram demais e A Disciplina do Amor foi importante também, entre outros. Ñão planejei a viagem de busca interna, ela aconteceu através de meditação, muita leitura de livros simples porém profundos e mentalizações... e tudo acabava sendo uma pista que eu tinha certeza vir de Deus. E, comecei a enxergar as pessoas como professores... tanto aquelas que tentavam me fazer mal como as que me alertavam para o meu próprio bem... aprendi a observar mais e falar menos, a aceitar tudo como um aprendizado e ser aberta a este aprendizado, pois estamos aqui para aprender e evoluir e fazer a nossa parte bem feita é tudo o que temos que fazer. Ainda estou tentando aceitar as coisas como são para não sofrer tanto... e me esforço para enxergar as pessoas como elas são e a mim mesma também, minhas limitações, meus medos, a me perdoar e principalmente fazer "o meu melhor"... e a verdade não me é negada. Eu sempre penso e por vezes verbalizo que a verdade sempre vem. Não precisamos ir atrás dela, ela vem naturalmente para as pessoas que a procuram...

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Digite aqui seu comentário.